terça-feira, 27 de julho de 2010

Porque uma grande amizade não tem preço.

Momentos, histórias, amizades. O fato é que com um pouco mais de experiência e um pouco menos de inocência, é possível olhar pra trás recordando vários momentos e aceitando que eles foram passageiros e bons em seu devido tempo. As pessoas mudam, assim como as circunstâncias e os ambientes. Ninguém é obrigado a ser exatamente igual o tempo todo. Mudanças SÃO necessárias, sejam elas pra melhor ou pra pior... Elas fazem parte das nossas vidas, da nossa evolução, nosso amadurecimento. É um processo natural.
Em determinados momentos, nossas escolhas são a chave que nos levará a novos caminhos e, consequentemente, a mudanças. Acredito que de todas as centenas de pessoas que passam por nossas vidas ao decorrer dos anos, apenas as marcantes se tornarão eternas em nossas lembranças, deixando um pouco delas conosco e levando um pouco de nós com elas. É inevitável que tenhamos de deixar algumas dessas pessoas marcantes para trás. Infelizmente, nem sempre podemos seguir a mesma direção e ter as mesmas escolhas que elas. E muitas vezes, isso acaba afetando o relacionamento construído anteriormente.
Barreiras criadas por circunstâncias como o tempo e a distância são na maioria das vezes crucias para afetar, principalmente, as amizades. Além de mudanças, a vida também é formada de fases. E em cada fase de nossas vidas, temos pensamentos, idéias e vontades totalmente diferentes dos da fase seguinte. Muitas vezes, ao entrarmos numa fase nova acabamos deixando para trás algumas das “coisas” que nos acompanharam na fase anterior. E novamente, isso resulta em mudanças.
É uma pena que amizades mudem e esfriem ao longo do tempo. Mas esfriar não significa acabar. E muito menos esquecer. São poucas as pessoas que podemos realmente intitular de AMIGOS. Acho, inclusive, que podemos contar os amigos verdadeiros nos dedos. Amigo pra mim é aquela pessoa que vai estar com você independente de qualquer problema. É aquela pessoa que vai te oferecer o ombro e te consolar SEMPRE que você precisar de alguém. É aquela pessoa que te entende com um simples olhar e que muitas vezes, te conforta apenas com um abraço apertado. Ser amigo de alguém, não é ter essa pessoa na sua lista de amigos do Orkut, não é seguir essa pessoa no Twitter e muito menos trocar perguntas no Formspring. Ser amigo de alguém é estar presente mesmo quando tudo conspira a favor da sua ausência. Amizades verdadeiras serão lembradas para o resto de nossas vidas; mesmo que as coisas mudem, esfriem, e travem nas barreiras impostas, nada impede que uma boa amizade permaneça nas nossas lembranças. E isso sim é fazer com que amizades durem para sempre. Fazer com o que os momentos bons sejam eternizados em nossas memórias.

terça-feira, 29 de junho de 2010

A little tired.

A situação fugia de controle, os pensamentos voavam longe. Mas não longe o suficiente para que saíssem da minha cabeça. Seria uma tentativa em vão sentar em um canto qualquer esperando por um controle universal, ou uma máquina do tempo que possibilitassem que eu pudesse voltar no tempo apenas apertando um botão, ou escolhendo as cenas no meu Menu e revendo as mais especias em câmera lenta. Ou simplesmente avançando no controle para o dia seguinte. (Quem não se lembra de Click?) É uma pena que as coisas não sejam assim fora do mundo da ficção e dos filmes. Aqui, o jeito é pensar milhares de vezes antes de qualquer atitude precipitada, usando o bom senso e o respeito. Queria conseguir fechar os olhos e relaxar, já que a rotina e vários pensamentos têm tirado meu sono, que aliás resolve aparecer durante as aulas mais importantes. Férias, cheguem logo. Estou precisando de você.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Crônica.

No filme "Up" dos estúdios Disney - agora com a tecnologia da Pixar - o enredo é protagonizado pela primeira vez por personagens humanos, sendo um idoso, sr. Fredricksen, aparentemente rabugento, e um garoto um tanto agitado, Russel.
O que mais me surpreendeu nesta animação foi o fato de ser uma história com complexos e conflitos de adultos, traduzidos numa linguagem infantil, destinada ao seu público alvo, as crianças, e sem perder a magia dos filmes da Disney.
Adorei ver a forma como foi mostrado o amor entre o Sr. Frericksen e a Ellen. Logo nos primeiros minutos de filme é passado um flashback emocionante sobre o casal desde que se conheceram na infância, e como foram tão unidos até os últimos dias da Ellen. Com a morte desta, o Sr. Fredricksen está decidido a realizar o sonho dela, que era conhecer as cachoeiras da América do Sul viajando com a própria casa erguida por balões. A solidão do Sr. Fredricksen é instigante; até ele arrumar um "companheiro", o Russel, que de certa forma acaba ajudando o senhor a se desprender dos valores materiais que ele tinha para com a casa e os objetos da Ellen.
Ao longo do filme são passadas várias mensagens, mas a que ficou foi desprendimento material de tudo que estava ligado ao passado, mas valorizando os sentimentos e lembranças que ficaram. Acaba sendo também uma mensagem de superação ao mostrar o novo lado do Sr. Fredricksen: generoso, amigável e bem humorado. Valores trazidos e resgatados pela sinceridade da sua amizade desenvolvida com Russel, que acabou se tornando o filho que o Sr. Fredricksen não pudera ter, e este, consequentemente, ocupou uma posição de pai para Russel, já que o seu estava sempre ocupado e ausente.

domingo, 27 de junho de 2010

Copa do Mundo.

Agora a maioria das casas têm uma bandeira do Brasil pendurada na entrada, vários carros estão decorados com bandeirinhas, e até mesmo o asfalto foi caracterizado com as cores da bandeira nacional. O verde e amarelo está tomando conta do país.
É bom saber que pelo menos UMA vez a cada quatro anos, uma nação inteira se junta para torcer e vibrar pelo mesmo time. Todos do mesmo lado: ricos, pobres, honestos, desonestos... Brasileiros. No fundo, nessa época acabamos sendo todos apenas um só.
Mas é claro que as exceções existem, e com isso, também temos muitos brasileiros torcendo contra a seleção, ou simplesmente não torcendo.
Pra mim, essa é uma data impossível de ser passada em branco. Segundo a minha mãe, desde a copa de 1994 eu estava ligada ao futebol - eu estava a poucos meses de nascer, e a cada gol que ela comemorava, ganhava um chute meu ainda mais forte.
O tempo passou, e hoje eu adoro os jogos da Copa desde os primeiros minutos quando o hino nacional é cantado. Adoro até mesmo a tensão ao ver a selação adversária se aproximando do nosso gol. Adoro vibrar a cada lance bonito, e a cada gol marcado. Adoro a maneira como o futebol une classes e gerações em prol da mesma causa.
Só é uma pena saber que, na hora de festejar todos querem participar, mas são poucos que se lembram que o mundo não é tão bonito assim como é passado nos dias da Copa. A África por exemplo, não é um país composto por vuvuzelas e estádios bonitos. Pra quem se esqueceu, a África é palco de mísera, fome e desigualdade social. Agora mesmo, enquanto escrevo esse texto, milhares de crianças africanas choram por não terem alimento. Enquanto milhares de pessoas comemoram os gols de sua seleção, outras milhares choram por não terem condições de vida. O próprio Brasil não é esse país alegre e divertido que tem sido mostrado.
Seria tão mais fácil unir o útil ao agradável. Não é necessário deixar de torcer para ajudar as causas nobres. Como também não podemos apenas torcer e esquecer da realidade que vai continuar nos cercando quando a Copa acabar. Quando o juiz apitar a última partida, tudo volta ao normal. E aí? Os dias de glória das seleções perderão lugar para as desgraças nos jornais.
Portanto, torçam sim. Sejam patriotas. Tenham orgulho de serem brasileiros. Mas que seja sempre assim... Comemorar no jogos e dizer 'eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor' e depois chorar as pitangas e reclamar do país até chegar a próxima Copa é hiprocrisia.
Assim que o Brasil foi eliminado ou campeão, aposto que em uma semana todo o símbolo de patriotismo que foi exposto durante os jogos acabará totalmente. Sendo assim, as decorações verde e amarelas perderão lugar para a paisagem cinza das cidades grandes, e para a paisagem triste dos lugares abandonados no país.

domingo, 6 de junho de 2010

Aswering the phone.

De fato, não estava nos planos se apaixonar tão intensamente. Agora, mais do que nunca, ela conseguia entender a importância das promessas e das declarações. Ela sabia que a distância ou qualquer tipo de separação a destruiria em questão de segundos. Do jeito que as coisas estavam, o mundo dela só existiria na condição de que ele estivesse ao seu lado. Pra sempre.

Com relutância, levantava-se de sua cama, tendo que deixar de lado as camadas de cobertores que antes a esquentavam; foi até a cozinha e começou a preparar um sanduíche. Enquanto isso, tinha em sua mente flashes dos últimos meses em que viveu exclusivamente ao lado dele. Não havia nada capaz de estragar sua felicidade matinal nesse momento. Quer dizer, quase nada.
Em uma fração de segundo, o telefone começou a tocar. Pensando que fosse apenas mais uma ligação qualquer de alguma empresa de telemarketing, andou tranquilamente e a passos leves até tirar o telefone do gancho e ouvir a voz do outro lado da linha:
- A Marina está? - uma voz desesperada perguntava.
- Sim, sou eu..
- Marina, aqui é o irmão do Carlos. Estou ligando pra dizer que ele.. - suas palavras foram interrompidas pelo seus próprios soluços.
- Ele o que?
- O Carlos sofreu um acidente, Marina. Ele morreu.
Fim da ligação.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Os minutos vão passando lentamente.

Tic-Tac. Os ponteiros do relógio mexiam-se devagar e até preguiçosamente, eu diria. 16h10. Os minutos pareciam horas em meio a tanto tédio. Já não havia livros para serem lidos, e nem músicas para serem (re) escutadas. Tudo que poderia ser feito como passatempo, já havia sido utilizado. Até algumas tentativas de desenhos haviam sido feitas - é claro que depois todos eles foram rasgados e colocados na primeira lata de lixo que ela avistou. Arrumou o guarda-roupa, separou peças para doação, tirou a poeira de velhos brinquedos, que agora ficavam espremidos em uma caixa de papelão na parte mais alta do guarda-roupa; lavou as louças acumuladas, jogou fora as comidas vencidas, apontou alguns lápis de cor gastos... Tic-Tac. 17h10.
Ela pensava em milhares de atividades diferentes, forçava seu cérebro a usar a criatividade e, se possível, criar novas atividades. Tudo para não ficar parada, imóvel.
A verdade é que ela tinha medo. Medo de que quando ela ficasse sem absolutamente nada pra fazer, seu cérebro rastreasse e trouxesse de volta várias lembranças que ela lutava pra reprimir. Lembranças que, aliás, praticamente andavam de mãos dadas com ela nos momentos em que ele não estava por perto para preencher o vazio que ela tanto sentia.
Talvez as horas demorassem tanto pra passar, porque ELA queria que o tempo passasse rápido o suficiente para poder vê-lo novamente e esquecer que a distância parcialmente existe. Talvez ela reprimisse as lembranças com medo de deixar a saudade insuportável demais.
Mas afinal, por que a saudade havia de bater tão rápido?

O risco da palavra.

Mais de um ano de blog, e até agora nenhuma explicação sobre o porquê do título... Bom, o fato é que eu estava ouvindo uma música, em que as únicas duas frases presentes na melodia inteira eram: "A consistência do silêncio anula o RISCO DA PALAVRA, algumas coisas não precisam ser ditas para serem entendidas." e esse tal de 'risco da palavra' ficou na minha cabeça por um bom tempo. Até eu entender o que o autor queria dizer com isso.
Por fim, cheguei à conclusão de que para haver comunicação entre duas pessoas, quase 90% do tempo necessitamos de palavras para nos expressar. E mesmo quando não estamos utilizando-as, seja gesticulando ou fazendo mímicas, também há palavras que explicam e nomeiam essas ações. Confuso?
A palavra pode vir de forma escrita, através de letras e significados. Ou pode vir nos discursos orais, através de conversas, da fala e etc.
Talvez a palavra seja a chave de nossos problemas. Exemplificando: quando algo nos incomoda, devemos falar sobre isso com quem causou o incomodo para resolvermos a situação... E com isso, corremos um risco. Pode ser que a pessoa não te entenda, pode ser que ela não concorde e use outras palavras para argumentar com você...
A partir do momento de que necessitamos das palavras para nos comunicar, apesar delas serem um benefício e uma facilidade, sempre corremos riscos enquanto as usamos. Ou alguém nunca falou, falou, falou e falou até demais e só depois foi perceber que era melhor ter permanecido em silêncio?